sábado, 2 de dezembro de 2017

Papel, Burocracia e Diversidade (Crônica)

          “Bureaucratie” cuja raiz é bureau(Oficina). O conceito remete à organização que é regulamentada por normas que buscam uma ordem racional na gestão e distribuição de seus assuntos. A burocracia também é o conjunto dos funcionários públicos, sendo que nesse contexto tem uma conotação negativa: entende-se a administração ineficiente resultante de toda papelada e das formalidades(…).
O Trecho acima apresenta uma retextualização sintética para o conteúdo da página http://conceito.de/burocracia . Hiperlynk.(...)
          Estou cursando minha segunda graduação na UFBA, Letras. A primeira foi o curso de comunicação social e, acreditem, a diferença literal entre as duas é um “atravessar de ruas”, e sim a burocracia mora nos dois espaços. Como foi sofrido reunir toda PAPELADA... abrir um processo de aproveitamento de estudos em meio a toda desorganização de seus funcionários... que se de iniciativa privada fossem, quiçá, poderíamos nominá-los de colaboradores. Reza uma lenda que se a universidade fosse privada, haveria uma otimização de resultados para o Estado e a Sociedade. Whatever... amo viver a oportunidade de estar numa universidade federal, cursar e gozar da qualidade de sua formação. Gratitude. Tenho tesão em estudar línguas e esse é o “Pico”. Resultado: Conclui o envio e abertura desse processo citado – não foi fácil – e o processo foi indeferido. A burocracia não considerou por exemplo que todas as matérias ligadas a metodologia e pesquisa fossem aproveitas para eliminar a necessidade de cursar uma matéria chamada “Técnica de Pesquisa”. Maldição! (...)
          Estava eu ali diante da primeira reunião do diretório acadêmico dos estudantes de Letras no ano de 2017. Escrevo assim burocrático, porque sim... os alunos também são burocráticos e isso foi uma grande revelação de evidência nessa cena e circunstância. Motivo do encontro: “Encontro Regional de Estudantes de 2018”... após a votação e definição do tema “#SomosTodosLíngua entende-se a necessidade de criar um slogan pro evento. A decisão ficou entre “o empoderamento através do letramento” e “abraçando as letras e suas diversidades”. “Diversidade”? Precisamos falar mais de diversidade? Logo aqui no instituto de Letras, um local do diverso? E até quando a “diversidade” será tema de urgência? Dia seguinte, uma professora amiga minha disse: “Toda hora é hora pra falar de diversidade.” ALVES, Ludine. Choquei! Até ontem entendia que isso fazia parte da deontologia básica de nossas relações. Como não, faz-se aqui presente a minha solidariedade altruísta.
Solidariedade altruísta “MEU CLITORIS”! Eu também sofro com a desgraça do desrespeito a diversidade... amo fazer “Cosplay” e em casa não perco a oportunidade de me travestir. Na rua?? Imagina... o penteado da princesa Leia(Star Wars) o qual nunca pude utilizar nas ruas... sim tenho medo de ser agredido por intolerantes... algo no meu interior(lá ele) me alerta para o risco de segurança a minha integridade física. Sim, há violência contra a diversidade. Ainda não sai do armário.(...)
          Acredito que a ineficiência de resultado nas questões de diversidade, no que tange a assimilação prática ou a espontaneidade da manifestação livre do seu ser social, está na ausência de abraços. Precisamos de fato nos abraçar. No abraço entre as alteridades está a chave do nosso sucesso. O seu e o meu podem ser o nosso. E para isso estou aqui nessa fotografia do tempo, convidando você leitor, para o próximo EREL – 2018. Desculpe a antissepsia estética do modelo. É por demais a opressão dessas grandes estruturas... o corpo está maltratado. Mas juro que na próxima foto apresentarei a minha Língua pra vocês. Somos Todos Língua!


 João Carvalho, graduando em Letras, Turma 3

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