sábado, 2 de dezembro de 2017

Dá pra separar? (Crônica)


Agradar prontamente,
dar ordens intermitentes, não querer filho doente, ouvir sugestões dos outros, deixar os filhos soltos, dialogar sempre, às vezes, conseguir abraçar todos os ideais filiais. Quem é a mamãe?
       É a submissa que nunca, nunca se irrita? É a autoritária que tem voz de comando, rígida e autoritária trazendo sua “tropa em frente, marchem!”? Ou a que deixa os filhos em casa com a babá para ir a um “vernissage”? Quem sabe?
       Podemos encontrá-la nos lugares mais díspares, nos horários mais inusitados, a fazer algo que não se imagina: Só mãe! Pode estar em casa, no portão da escola, na hora de acordar e também, às sete da manhã, na farmácia, atrás daquele xaropinho para a tosse que pode aparecer, pois chegou o inverno; no sapateiro, ao meio-dia e meia para pegar aquele tênis que foi colocado para costurar porque, “Pérola” mordeu (Ah... Pérola... cadela esfomeada que nos acompanha há... anos.)
Identificar um tipo de mãe é mistéééééério. Quem mora com ela desde que nasceu e esqueceu que aos TRINTA já está complicado deixar a cargo dela tudo que mais lhe pertence, já percebeu que mãe ADOOOOOOOOOOOOOORA cuidar de filho. Homem, então... E, salvo, aquelas que têm um perfil mais “society”, moderna, permissiva, você pertencerá a uma sádica, mãezona, supermãe, chantagista, mãe do santo, estrela e, pense, estará “alimentando a cuidadora espirituosa da sua caverna de solteirão!”.
       Às vezes, ela se esquece da própria saúde, cuidado pessoal, almoço, roupa e quem sabe de fazer a viagem dos sonhos de Natal para cuidar do “FILHÃO”!
       Bem, pensando com distanciamento, toda mãe é um misto de carinho, cuidado, amor e exagero. Só que não precisamos pensar muito em separar como ela é daquilo que queremos que ela seja, se ela é NOSSA! Dá pra separar?



Mônica Pedreira - Graduanda em Letras Vernáculas -Turma 3

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