sábado, 2 de dezembro de 2017

O sorriso de uma flor (Crônica)

     Cada dia é um conjunto de segundos e minutos, os dias passam em um piscar de olhos, podem passar rapidamente. A gente tem que continuar a sobreviver e passar um dia após o outro. Os dias passam mais rápido quando se está em uma terra estrangeira. Em uma terra estrangeira, alguém se torna uma flor entre os espinhos, como esta flor, que cresceu entre flores de outra espécie, e para a vida dela, elas são espinhos. O fato de estas outras flores serem diferentes as tornam espinhos. Em uma cidade estrangeira não consigo fartar de um dia. 

       Essas flores bonitinhas são a reflexão da minha vida em uma cidade estrangeira. Uma cidade antiga, muito bonita com mistura de cultura africana, indiana e pouca de americanas. Um ambiente cheio de memórias nos seus prédios. Salvador, uma cidade no centro do estado da Bahia no Brasil, quem sabe, a cidade mais velha e popular por conta de suas antiguidades.
     Desde o primeiro dia em salvador eu tive experiências impressionantes e de outras formas, à parte dos preconceitos que brasileiros têm sobre africanos, porque sempre acham serem brancos. Parece que eles acham que África é cheio de sofrimentos, de guerra e de pessoas analfabetas.
Eu tenho que arcar com o stress do dia a dia por causa da comunicação. Eu sempre achei que sabia falar português, mas é sério!!! Reparei que não é tão fácil.
       Uma vez, eu quis comprar uma corda para meu Laptop e eu fiquei muito frustrada porque eu não consegui explicar o que eu queria. Entrei em cinco lojas até que alguém me entendesse. Os vendedores riam de mim, e eu fiquei muito chateada. Teve um deles que tentou falar minha língua ‘Inglês’, ele disse assim “I speaks Englishe”, eu ri porque ele falava inglês erradíssimo. Uma coisa interessante sobre essa experiência é que eu aprendi uma nova palavra. Foi uma oportunidade a aprender na rua.
         Outra vez, um outro acontecimento que me surpreendeu. Eu entrei uma aula de comunicação em português pela primeira vez, eu sentei ao lado de um garoto. Ele levantou do meu lado imediatamente e foi sentar do outro lado da sala. Eu fiquei zangada e ao mesmo tempo estupefata porque antes de sentar ao lado dele, eu havia pensando que ele tinha impressão em seu rosto, mas eu decidi sentar para evitar discriminação. Eu pensei...quem aguenta? Essa é só uma das várias provocações que eu enfrento dia ao dia. Eu tenho que sobreviver assim como no caso da flor linda.
            Apesar de provocações, eu fico muito feliz porque fazem parte de um processo de aprendizagem de cultura e língua do ambiente brasileiro. Eu como feijoada, abará, acarajé e outras comidas brasileiras em salvador graciosamente; eu sinto o sabor que me faz lembrar minha raiz africana. Cada dia, eu tiro mina força de fato que estou crescendo e aprendendo. Isso para mim, é uma razão para continuar a viver.
         Eu tenho uma percepção de ‘Desenvolvimento’ que será o resultado de minha estadia aqui. Quando não temos outra opção, à parte de sobreviver, chegamos ao ponto onde nós esqueceremos os espinhos ao redor de nós e florescer como essa flor. Nós humanos somos configurados assim. Vou continuar a sorrir porque estou crescendo bem entre outros humanos que eu vejo como espinhos no meu ambiente de aprendizagem.

        Essa flor deixa os outros e ela cresceu e floresceu. Ela capta tudo lá. Eu também já decidi captar tudo em Salvador: a chuva, o sol, o frio, o quente, a bonita, o feio, então eu ficarei florescendo e crescendo assim.



Omotola Damilola - Graduanda em Letras Vernáculas com uma Língua Estrangeira

Um comentário:

  1. Apesar da imagem se conectar diretamente ao texto, ele aparenta características de um relato principalmente pelo uso restrito da primeira pessoa. Além disso, senti falta de maiores detalhes para que houvesse uma melhor inserção do leitor no texto.

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